
Escrevi no dia 22.
Acho que hoje é dia 22.
Mas tudo bem, não faz muita diferença mesmo.
Cara, começo a sentir muita saudade, você ainda não saiu, mas é como se...
Todo o amor que estava adormecido desde quando você era muito pequeno, aparece novamente. Nunca deixou de existir, nunca diminuiu, sempre aumentou, claro, mas agora, ante a certeza da distância física e no tempo, o amor aflora com intensidade ante todos estes meses que virão, concentrado em poucos momentos.
Difícil falar, começar, muito mais ainda concluir, mas desejo para você, que tudo aquilo que sofri, você aprenda, que tudo que amei, você aproveite, que tudo que não gostei, você ame. E volte para me ensinar.
O que não entendi, você me explique, o que eu não quis, se você não quiser também, que ótimo! Se quiser, tudo bem, não precisa me convencer. Da mesma forma respeitarei se você não quiser o que eu quis, eu terei que entender.
Você tem que me abrir os olhos para o que eu não vi. Você já faz isso. Mas sinto que preciso ver mais ainda. Preciso ver o mundo pelos seus olhos, não para lhe entender, mas porque somos unha e carne, pelo menos em espírito. Se assim não for, devo respeitar. E sentir-me feliz por assim ser. Por que você terá se tornado independente.
Muita coisa deixei de fazer por ter me importado com a opinião dos outros. Isto, espero, você deve compreender, que a liberdade de escolha, de expressão, de opção, de vida, é o que importa. Mesmo que assim você não aja, respeite os que nisso acreditam. Esta é a liberdade suprema. Deixar que os outros sejam livres traz a sua verdadeira liberdade. Mas isto também, você deve sentir a seu tempo. Ou talvez não, não queira, não veja, não sinta, não precise. Mas é importante.
De tudo isso, o que acho que você deva lembrar-se é que só existe felicidade se não há mágoa nos que vivem e convivem com você.
JocaPai